#ListaComunitas – 5 vezes em que o BISC antecipou tendências do Investimento Social Corporativo

O BISC (Benchmarking do Investimento Social Corporativo) é uma das principais pesquisas de apoio à gestão, com informações importantes para que as empresas que integram a rede de parceiros do estudo se inspirem e desenvolvam sua atuação no campo social. O setor corporativo está investindo mais e de uma forma qualificada, focando esforços em capacitação de pessoal para que o investimento social corporativo (ISC) se consolide e seja um pilar importante da atuação das organizações. 

Em janeiro, o relatório Global Impact Scale 2021, elaborado pela Chief Executives for Corporate Purpose (CECP) destacou algumas tendências de investimento social corporativa antecipadas pelos primeiros resultados divulgados do BISC 2021, consolidado e divulgado recentemente. 


De fato, a pandemia foi um fenômeno desafiador não só para o Brasil, mas para o mundo. E em um período difícil para todos os setores da sociedade, a resposta das empresas foi fundamental para o enfrentamento da crise. 

O BISC detém conhecimento e capacidade técnica para identificar tendências do ISC pois conta com um forte engajamento de sua Rede ao responder os questionários. Além disso, promove encontros com os grupos para trocas de experiência, mesas de debate e entrevistas em profundidade com profissionais das empresas participantes. 

Confira abaixo cinco vezes em que o BISC antecipou tendências da atuação do setor corporativo no campo social, ajudando a propagá-las e consolidá-las.

1 – O ISC como alavancador da Agenda 2030

A Agenda 2030 é um plano de ação global, firmado em 2015 pelos 193 países que integram a Organização das Nações Unidas (ONU). O pacto global reúne 17 objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) e 169 metas, criados para erradicar a pobreza e promover vida digna a todos, dentro das condições que o nosso planeta oferece e sem comprometer a qualidade de vida das próximas gerações. A intenção é completar todos os objetivos e metas até 2030.

Em uma análise inspiradora para a época, a edição 2016 do BISC buscou aprofundar de que forma o setor corporativo poderia contribuir para alavancar os ODS no país. Dessa forma, o relatório daquele ano destacou que seria de fundamental importância que as empresas e institutos e fundações empresariais ajustassem suas atuações no campo social à Agenda 2030 da ONU: a necessidade de que o setor corporativo analisasse seus projetos no campo social e apontasse de que forma seria possível contribuir para o alcance dos objetivos. À época, a pesquisa defendeu o investimento social privado como um alavancador dos ODS, considerando que os aportes realizados pelas empresas poderiam ser feitos de forma estratégica, buscando contribuir para o desenvolvimento sustentável do planeta. 

2 – Alinhamento do ISC aos negócios

Em 2018, o BISC apontou uma guinada no sentido de atuação mais estruturada e transformadora do setor corporativo, buscando mais resultados de médio e longo prazos, indicando uma mudança na forma como os investimentos sociais eram feitos no país até aquele momento.

À época, o BISC revelou que todas as empresas e 90% dos institutos e fundações empresariais já tinham redirecionado suas agendas para alinhar os investimentos sociais aos negócios, e aqueles que ainda não o tinham feito pretendiam fazê-lo no futuro próximo. A edição final de 2018 da pesquisa confirmou o alto nível de adesão do grupo a essa nova forma de conduzir a atuação social privada.

3 – Ampliação da integração com políticas públicas

Em 2011, o BISC já identificou que parcerias com órgãos governamentais, para 35% das empresas participantes, eram motivadas pela promoção e alinhamento com políticas públicas. Em 2013, o número saltou para 59%. E a integração com políticas públicas enquanto importante motivação para essas parcerias continuou crescendo. 

Um exemplo é o Programa Juntos, também liderado pela Comunitas, que reúne lideranças da iniciativa privada, com compromisso de gerar impacto sistêmico a partir da qualificação dos investimentos sociais corporativos e da atuação em parcerias com administrações estaduais e municipais.

4 – Relevância do ISC no desenvolvimento territorial

Em 2021, o BISC introduziu uma nova temática de discussão acerca dos investimentos sociais privados, apresentando o panorama dos ISCs na Amazônia Legal, região que engloba todos os estados da região Norte, bem como fatias dos estados do Mato Grosso e do Maranhão pertencentes à bacia Amazônica.

Nesse sentido, os dados levantados pelo BISC revelam que a maior parte dos investimentos sociais na região é destinada às áreas de desenvolvimento local/territorial/de base (86%) e assistência e desenvolvimento social/combate à pobreza e fome (57%). Os institutos/ fundações também incidem nessa frente, sendo que 67% atuam na área de trabalho, empreendedorismo e geração de renda. Para além, os institutos marcam presença, majoritariamente, na área de educação (67%). No que se refere à cultura, há uma participação ainda modesta, de 43% das empresas e 17% dos institutos/ fundações empresariais atuantes nessa agenda na Amazônia Legal.

5 – Ampliação da atuação em parceria com outras empresas e Organizações da Sociedade Civil para maximizar o impacto  social

Também em 2021, o BISC identificou duas tendências bastante fortes na realização do investimento social corporativo. As dificuldades impostas pela pandemia tiraram todos da zona de conforto e moveram a sociedade em torno de um pacto coletivo pela solução. Também foi apontado o aprofundamento da colaboração em todos os sentidos: entre as empresas de setores similares, de setores diferentes e com organizações sociais e movimentos populares.

A parceria entre as empresas, na realidade, deve ser vista como “colaborações estratégicas”. Temas como o desmatamento não podem ser resolvidos por uma empresa só. A mesma lógica se aplica a temas como desigualdade social, mudanças climáticas, resíduos pós-consumo, entre outros. Nesse sentido, é muito mais eficiente, além de muito mais barato, colaborar em temas ESG que são relevantes para várias empresas, causando maior impacto do investimento social corporativo.

Em relação à gestão do investimento social, durante a pandemia foram instituídas medidas para agilizar o processo decisório, como a instituição de comitês de crise nas empresas e redução das exigências burocráticas, visando a maior celeridade aos repasses para as  organizações sociais, que estão mais próximas do público alvo de diversas comunidades e têm percepção melhor de como direcionar os aportes das empresas para o investimento social.

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