O Brasil na Pandemia: confira o artigo do BISC no blog do CECP

O BISC, valiosa ferramenta de apoio à gestão social liderada pela Comunitas, foi convidado pelo Chief Executives for Corporate Purpose (CECP), instituição internacional parceira, para compartilhar com o mundo sobre a experiência do investimento social privado brasileiro durante a pandemia de COVID-19 – a Comunitas é a única organização do País integrante da rede Global Exchange.

No artigo, a Comunitas também apresentou o comportamento de sua governança compartilhada, modelo implementado pela organização que fomenta um pacto coletivo em prol do Brasil. Por meio dessa atuação, a Comunitas mobilizou, até o momento, mais de R$ 200 milhões junto a empresas para investir em ações para mitigação dos impactos da pandemia.

Clique na imagem abaixo e confira o artigo na íntegra (em inglês):


 

Caso prefira, confira abaixo o artigo na íntegra em português:

 

O Brasil na Pandemia: Aprendendo com o Investimento Social Corporativo e Governança Compartilhada

Por Patricia Loyola*

Para o Brasil e para o mundo a pandemia de COVID-19 trouxe diversos desafios a todos os setores econômicos, aprofundando mazelas existentes e oportunizando novos aprendizados e janelas de inovação.

A urgência e gravidade da situação, motivou um forte apelo para que todos os setores da economia agissem de maneira sistêmica e integrada, de acordo com suas potencialidades, principalmente para fortalecer a geração de renda de famílias mais vulneráveis e apoiar a saúde pública e – o contexto local só não foi pior pois no Brasil há o Sistema Único de Saúde (SUS), política pública que garante acesso a serviços de saúde básica e complexa para toda a população, de maneira gratuita, ampla e sistêmica. Contudo, o Sistema Único de Saúde, mesmo que eficaz, precisou ser instrumentalizado para o enfrentamento à COVID-19.

A partir da pesquisa BISC (2020), Benchmarking do Investimento Social Corporativo, desenvolvido há 13 anos pela Comunitas, podemos exemplificar o papel do Investimento Social Privado neste cenário: 73% das empresas da Rede BISC apoiaram a instalação de hospitais ou a ampliação de leitos hospitalares; 67% das companhias forneceram suporte ao funcionamento dos serviços públicos de saúde; 67% buscaram estimular a produção local de materiais e equipamentos de proteção da saúde; 58% investiram no apoio a projetos de geração de renda ou a trabalhadores de cooperativas de diversas categorias, e 50% investiram no desenvolvimento de pesquisas.

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A própria Comunitas, ONG parceira do CECP e representante do Brasil na rede Global Exchange, mobilizou no primeiro semestre de 2020, mais de R$ 50 milhões* junto a iniciativa privada para: 1) compra de equipamentos, resultando na implementação resultando na implementação de mais de 200 novos leitos de UTI em hospitais, públicos do País e 2) complementação da transferência de renda do governo do estado de São Paulo, por quatro meses, a 113 mil famílias mais vulneráveis do estado com filhos na rede de ensino público e em situação de extrema pobreza.

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Posteriormente, a Comunitas mobilizou R$170 milhões* em doações do setor privado para a ampliação da fábrica do Instituto Butantã para a produção da CoronaVac, desenvolvida em parceria com o laboratório Sinovac. A nova instalação será concluída em outubro de 2020 e viabilizará a produção adicional de 100 milhões de doses por ano. A expansão da fábrica também possui como objetivo reforçar a produção das diversas outras vacinas já elaboradas pelo órgão, deixando um legado para o país que transcende o enfrentamento à pandemia.

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Vale mencionar que a atuação da Comunitas não se limitou à captação de doações para a nova fábrica. A organização participa da governança do projeto e a lidera, junto ao Governo do Estado de São Paulo e da Fundação Butantan. O modelo de gestão compartilhada trouxe eficiência ao processo e planejamento e foi fator de sucesso na mobilização dos recursos. A parceria pública-privada permitiu não somente a viabilização financeira, mas garantiu que os entes participassem das tomadas de decisão do projeto como recebimento de fundos, modelagem jurídica, execução da obra e comunicação.

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Houve, por parte do setor privado, não só o reconhecimento e a cristalização do seu papel no contexto social, mas também a necessidade de apoiar e atuar junto aos demais setores para que haja rapidez, capilaridade e escala nas ações sociais, principalmente na área. cenários de crise. Nenhuma empresa atuou de forma totalmente isolada e acreditamos que isso continuará no futuro, justamente porque a pandemia deixa bem claro quais são os pontos fortes e fracos das empresas, assim como do Estado e das ONG.

É a partir desse contexto que a pesquisa BISC, a partir dos dados quantitativos da pesquisa e de entrevistas com representantes de 14 conglomerados empresariais (representando 303 empresas e 18 institutos), aponta 8 lições que o Investimento Social Corporativo aprendeu no processo no enfrentamento à COVID-19 (BISC, 2020).

#1 Montar uma boa estrutura de governança

#2 Valorizar a expertise da empresa, mas não se limitar por conta das regras e modelos anteriormente adotados

#3 Capacitar os colaboradores e fortalecer o voluntariado corporativo

#4 Alinhar a atuação social aos negócios

#5 Associar ações emergenciais a iniciativas emancipatórias

#6 Escutar governos e comunidades

#7 Trabalhar em rede

#8 Adotar boas estratégias de comunicação

Nem é preciso dizer que os próximos dois anos têm um alto nível de incerteza. Metade das empresas da Rede BISC não sabe como será o futuro e 1/3 delas pretende aumentar seus investimentos (BISC, 2020). Mas, ainda que incerta, nenhuma dessas empresas pretende reduzir os valores atualmente destinados a ações sociais – de março a dezembro de 2020, a rede de empresas de pesquisa BISC foi responsável por doar 1/3 de todos os recursos arrecadados para enfrentar a pandemia, segundo aos dados do Monitor de Doações.

Espera-se que diferentes setores se tornem cada vez mais colaborativos na concepção e implementação de soluções que beneficiem a sociedade e, para isso, a eficiência do investimento social precisa ser priorizada junto com modelos inovadores e bem-sucedidos de gestão compartilhada para que projetos de impacto público possam prosperar a cada dia.

 

*Patricia Loyola é diretora de Gestão e Investimento Social Corporativo da Comunitas.

 

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