Área da cultura ganha reconhecimento nos investimentos sociais corporativos

Os investimentos por meio de incentivos fiscais na cultura tiveram uma queda de 38%, porém, mesmo assim, os investimentos das empresas diretamente na área aumentaram em 49%, segundo dados da pesquisa BISC.

Na primeira edição do relatório do Benchmarking do Investimento Social Corporativo (BISC) foi destacada a concentração dos incentivos fiscais nos projetos culturais apoiados pela Lei Rouanet.

Na ocasião eles respondiam por 81% do total utilizado pelas empresas. De lá para cá, outros incentivos foram criados e essa participação caiu quase à metade: 44%, em 2016. Dois terços das empresas utilizaram também os incentivos para o apoio aos esportes e às atividades amparadas pelos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente.

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Historicamente, os incentivos para atividades culturais marcavam o envolvimento das empresas no campo social, mas mudanças importantes foram verificadas ao longo da década, caracterizadas pela diversificação das atividades beneficiadas e por maior experiência das empresas para acessar os recursos. Isso tudo acarreta em uma expressiva redução na parcela dos incentivos direcionada a projetos culturais.

Nos institutos e fundações empresariais a cultura também dominava. Foram elas que, ao longo dos anos, responderam pela maior parte dos investimentos no setor e que destinaram, em 2016, 28% dos seus investimentos para essa área – um percentual próximo daquele observado em 2009: 31%.

Como se distribuem os incentivos sociais captados?

Apesar disso, a queda de investimento por meio de incentivos fiscais serviu como estímulo para as empresas investirem recursos não incentivados no financiamento dos projetos nessa área – demonstrando a importância da promoção de atividades culturais. Assim é que, entre 2010 e 2016, os incentivos fiscais à cultura tiveram uma queda, mas, em compensação, os investimentos das empresas na área aumentaram.

“Primeiro, eu atribuo a concentração na área da cultura a uma questão de presença e insistência dos agentes culturais. Eu acredito que existe uma mobilização muito forte desses agentes, especialmente em alguns grandes centros, como é o caso de São Paulo; tem uma profissionalização na captação dos recursos. De certa maneira, isso ajuda as empresas a deixar o tema no mapa”, explica executivo social de uma das empresas participantes do BISC.


Ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, durante o Encontro Rede Juntos de Cultura

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