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    Como vão as relações das empresas com as organizações sem fins lucrativos?

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    O que mudou no perfil da atuação conjunta com as organizações sem fins lucrativos?

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    O que se destaca nas parcerias com as organizações governamentais?

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    Qual a sintonia entre a agenda dos investimentos sociais privados e os objetivos estratégicos das políticas públicas de direitos humanos?

21. Como vão as relações das empresas com as organizações sem fins lucrativos?

Mais de 90% das empresas envolvem organizações sem fins lucrativos na condução dos investimentos sociais e, no último ano, apoiaram um conjunto de 828 organizações e transferiram, para elas, recursos da ordem de R$ 455 milhões de reais*. No entanto, ao longo do período analisado pelo BISC – 2011 a 2018 – observa-se uma tendência de redução do número de organizações apoiadas e do volume de recursos repassados. Os dados revelam uma queda acentuada nos repasses anuais de valores superiores a R$ 140 mil e uma concentração nos repasses de menor porte (entre R$ 14 mil e R$ 40 mil).



* Os resultados referentes ao número de organizações apoiadas e aos valores transferidos podem estar subestimados, uma vez que, nem todas as empresas forneceram tais informações.

22. O que mudou no perfil da atuação conjunta com as organizações sem fins lucrativos?

Nos últimos dois anos, a maioria das empresas buscou fortalecer as parcerias com as organizações que desenvolvem atividades alinhadas aos negócios, enquanto os institutos fortaleceram as alianças com as organizações reconhecidas pela expertise na sua respectiva área de atuação. No entanto, as mudanças mais significativas foram observadas no tipo de atividades desenvolvidas conjuntamente. Por um lado, ampliou-se a atuação conjunta em prol do desenvolvimento comunitário, da geração de renda e de melhorias relacionadas à infraestrutura. Por outro, as parcerias no campo das atividades culturais e de assistência social foram significativamente reduzidas.



23. O que se destaca nas parcerias com as organizações governamentais?

Cerca de dois terços das empresas – 64% – se articulam com organizações governamentais para o desenvolvimento dos seus investimentos sociais. Esse percentual, ainda que elevado, é o menor observado durante todo o período analisado pelo BISC. Apesar desse recuo, cresce a percepção das empresas de que podem oferecer contribuições relevantes ao setor governamental, na gestão das políticas sociais. Atualmente, 100% delas considera que podem contribuir, por exemplo, no diálogo com as comunidades. Há oito anos esse percentual era de 79%.



24. Qual a sintonia entre a agenda dos investimentos sociais privados e os objetivos estratégicos das políticas públicas de direitos humanos?

Considerando os objetivos dos seus projetos sociais, as empresas identificaram sintonia com vários objetivos estratégicos do Programa Nacional dos Direitos Humanos (PNH-3), especialmente nas áreas de desenvolvimento com inclusão, educação, meio ambiente, cultura, lazer e esportes. Por outro lado, temas como a garantia e o fortalecimento de agricultura familiar e agroecológica ou redução da violência motivada por diferenças de gênero, raça ou etnia, idade, orientação sexual e situação de vulnerabilidade, por exemplo, são contemplados por menos de 40% das organizações. Em relação à defesa dos direitos de grupos específicos da população, o segmento mais atendido é o de crianças e adolescentes, destacado por 79% das empresas. Já os grupos de idosos, negros e indígenas, são relativamente pouco contemplados.

 

Proporção de empresas que possuem projetos sociais sintonizados com objetivos estratégicos do PNH-3

 

Mais do que 50% das empresas:

  • Promoção do desenvolvimento com inclusão social
  • Acesso à educação de qualidade e garantia de permanência na escola
  • Proteção e garantia dos direitos de crianças e adolescentes por meio da consolidação das diretrizes nacionais do ECA, da Política Nacional de Promoção, Proteção e Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU
  • Promoção do direito à cultura, lazer e esporte como elementos formadores de cidadania
  • Garantia do direito a cidades inclusivas e sustentáveis
  • Promoção e proteção dos direitos ambientais
  • Promoção e proteção dos direitos das pessoas com deficiência e garantia da acessibilidade igualitária

 

Menos de 40% das empresas:

  • Valorização da pessoa idosa e promoção de sua participação na sociedade
  • Fortalecimento de modelos de agricultura familiar e agroecológica
  • Ampliação de mecanismos e produção de materiais pedagógicos e didáticos para educação em direitos humanos
  • Igualdade e proteção dos direitos das populações negras, historicamente afetadas pela discriminação e outras formas de intolerância
  • Redução da violência motivada por diferenças de gênero, raça ou etnia, idade, orientação sexual e situação de vulnerabilidade
  • Garantia de atendimento especializado a crianças e adolescentes em sofrimento psíquico e dependência química
  • Garantia aos povos indígenas da manutenção e resgate das condições de reprodução, assegurando seus modos de vida


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